Granfondo Serra da Estrela

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Depois da participação no Lousã Granfondo, no passado domingo foi dia de regressar às provas, desta vez,, pelo quarto ano consecutivo, no Granfondo Serra da Estrela.

Nunca escondi que para mim este é o mais mítico de todos os Granfondos, pela beleza das paisagens, pela dureza do percurso, mas acima de tudo por terminar a 2000m de altitude, no ponto mais alto de Portugal Continental, a Torre, também ela palco de memoráveis chegadas da Volta a Portugal. Costumo dizer que esta é um prova que todos os ciclistas amadores deveriam fazer pelo menos uma vez na vida. Só quem já subiu à Torre conhece este sentimento de conquista e superação. Uma experiência indescritível que continuo a sentir, ano após ano!

129.7 Km | 3815d+ | 5h13m08s | 54º Geral | 29º Masters A

TSS: 329 | NP: 219W | IF: 0.80 | Pmed: 195W | FCmed: 145bpm | Vmed: 24.9 Km/h

Ao contrário dos anos anteriores, desta vez tive a possibilidade de ir para Manteigas no dia anterior à prova, o que permitiu mais tempo de descanso e o tempo pré-corrida mais tranquilo do que o habitual.

Entrei cedo na Box para garantir um lugar o mais à frente possível, e assim que foi dada a partida, colei no grupo da frente junto ao carro, para tentar iniciar a subida para as Penhas Douradas o mais à frente possível.

Assim que o carro abriu o grupo da frente impôs desde logo um ritmo forte e o pelotão partiu-se, formando vários grupos. Forcei o andamento para conseguir chegar ao segundo grupo, onde consegui manter-me até o final da subida.

No início da descida para Seia fiquei na cauda do grupo, e como esperado, acabei por perder o contacto (as descidas continuam a não ser o meu forte).

Quando cheguei a Seia meti novamente um ritmo forte com o objectivo de chegar a Vide na melhor posição possível, para depois na subida final, onde poderia fazer a diferença, ganhar mais alguns lugares na classificação.

A subida de Vide à Torre, com 30 km e 1600m de acumulado, era a principal dificuldade do dia. Já conhecia esta subida e tinha a noção da sua dureza. Apesar disso, sabia que era aí onde poderia ganhar alguns lugares na classificação e por isso abordei a subida com bastante confiança. Nos primeiros 10 km até a rotunda da Loriga senti-me bem e consegui passar 3 ou 4 atletas. Depois o terrível Adamastor!

A partir desse momento a fadiga começou a fazer-se sentir e as pernas começaram a ficar cada vez mais pesadas. O fase da corrida onde pensava ganhar algumas posições foi onde acabei a lutar para perder o menor número de lugares possível. Cada quilometro custava cada vez mais e a chegada à Torre foi conseguida com muito sofrimento. O saldo final da subida de Vide à Torre foi de 5 posições perdidas. Entrei na subida na 49ª posição e terminei a corrida em 54º.

Apesar de tudo fiquei muito feliz com o meu desempenho. A classificação que obtive era para mim uma miragem há 4 anos, quando terminei o meu primeiro Granfondo Serra da Estrela em 360º lugar, com 7h15m de tempo total. A evolução tem sido grande e especialmente consistente de ano para ano e é o resultado do esforço que coloco em todos os meus treinos, provando que com método e trabalho os resultados aparecem naturalmente!

Próxima prova, 13 de outubro, Granfondo Tavira.

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